Leitura é maior entre jovens, diz Galeno Amorim
Dado é da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, apresentada pelo diretor do OLL na Feira do Livro Indígena de Mato Grosso.
08/10/2009
“O brasileiro lê. Não tanto quanto devia, mas não tão pouco como pensávamos. Não cabe mais a fala de que ‘o problema é a falta de leitura’”. Está foi a primeira das afirmações feitas pelo jornalista Galeno Amorim, diretor do Observatório do Livro e Leitura, durante sua palestra durante a tarde de terça-feira (06). Com o Pavilhão da República quase lotado, Galeno apresentou ao público os dados recolhidos por seu estudo “Retrato da Leitura no Brasil”, que trouxeram boas e más novidades, além de surpresas e quebra de “achismo” sobre a relação dos leitores com os livros.
Com clareza e simplicidade, o jornalista com mais de 20 anos de experiência em importantes veículos nacionais, afirmou a necessidade de mais políticas de incentivo a leitura, mas também parabenizou o Governo do Estado de Mato Grosso e a Secretaria de Cultura, pela iniciativa de realização da FLIMT. Em uma de suas argumentações, Galeno confessou-se um otimista em relação ao crescimento do espaço do livro na vida das pessoas e a consciência do papel do governo nesse incentivo. “Quando comparamos números de anos atrás vemos que a quantidade de pessoas que lêem vem crescendo. Além disso, a pesquisa mostrou pontos importantíssimos como, o que leva as pessoas a se interessarem por um título ou qual motivo faz com que elas consumam esses textos. Foi ai que nos começamos a encontrar surpresas”, exalta.
Segundo o palestrante, o maior índice de leitura está entre os jovens, “eles chegam a ler, em alguns casos, até cinco ou seis vezes mais que as pessoas de idade mais avançada”. Na faixa etária de 11 a 13 anos, a inclusão do livro no dia a dia chega a 85% dos jovens. Outra novidade é que entre os já formados, o hábito de ler caí pela metade depois que estes encerraram seus estudos. Para o autor, este número pode representar o abandono daquelas leituras de atualização de conteúdo e didáticas que são necessárias enquanto o estudante está em atividade.
Outros aspectos foram abordados durante a palestra, como as classes sociais, homens e mulheres, o tipo de leitura e o gênero literário. No que se refere à condição financeira, as classes D e E, são as que menos leem. Já as mulheres têm mais proximidade com os livros que os homens, e são as principais incentivadoras dos filhos na educação literária. O tipo de leitura mais consumido são as revistas, seguidas pelos livros. Destes, o exemplar mais lido é a bíblia, logo atrás vêm os gêneros didáticos e os romances. Neste ponto, o autor, comenta o papel que a bíblia exerce no habito das pessoas, mostrado pela pesquisa. “Além de ser o livro mais lido, com 7 milhões de leitores, a bíblia também é considerada a mais inspiradora de todas as leituras”, lembra.
Sobre os autores, Galeno mostrou leve surpresa na fala ao comentar sobre o mais conhecido entre todos. “Monteiro Lobato é o mais lembrado e ele está a mais de 20 anos sem publicar obras”, pontua. Paulo Coelho é o segundo autor mais citado. E os títulos que estão mais presentes na memória das pessoas são: A Bíblia, O Sítio do Picapau Amarelo, Harry Potter, Escrava Isaura, Código da Vinci, entre outros.
Em relação ao consumo e distribuição de livros, a compra das obras não fica em primeiro lugar. Emprestar e trocar livros lidera os números, 45% dos leitores utilizam esta pratica para leitura. Um ponto positivo é a distribuição pública de livros que, para a pesquisa, chega a 27% da demanda. Já na pergunta “o que incentiva a leitura” as novidades alegram. O prazer de ler lidera os motivos para o hábito, acompanhados da necessidade de atualização cultural, exigência escolar, motivos religiosos e atualização profissional.
Para fechar a palestra e encher os ouvidos do público de esperanças Galeno faz um de seus últimos comentários sobre o assunto. “O índice de leitura no Brasil subiu de 1,8 para 4,7 segundo a pesquisa”. Dá pra ser otimista não dá?
Bibliotecas recebem capacitação durante FLIMT Débora Inácio - SEC-MT - 7/10/2009
A Secretaria de Estado de Cultura por meio da Biblioteca Pública Estadual, Estevão de Mendonça, ministrou na quarta-feira (07, durante a realização da Feira do Livro Indígena de Mato Grosso (Flimt), a oficina de capacitação às bibliotecas do Estado contempladas com os kits de modernização e capacitação de bibliotecas, pelo Programa Mais Cultura, do Ministério da Cultura (MINC).
Quem ministrou a oficina foi a representante da Biblioteca Nacional Célia Rodrigues que repassou aos agentes e representantes das 30 bibliotecas participantes, assuntos ligados às normas internas de uma biblioteca, os procedimentos para a catalogação e ainda formas operacionais em bibliotecas. Além da forma correta de inclusão no Programa on-line Bibilivre, direcionado para as bibliotecas nacionais.
“Esta oficina é exatamente para capacitar e instruir todas estas bibliotecas do Estado, a utilizarem de maneiras correta os softwers, os novos mobiliários nos espaços. E ainda capacitar todos os profissionais ligados diretamente ao público visando o melhor atendimento”, diz Célia.
Autor: Ângela Coradini - SEC-MT
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