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Blog inaugura nova fase


Postado por Galeno Amorim - 25/10/2007 - 23h22

O blog inaugura, hoje, nova fase. Ao completar sete meses no ar, milhares de textos e comentários postados e mais de 73 mil leitores que recebem semanalmente sua newsletter, ele inicia algumas inovações. O objetivo é organizar melhor o conteúdo, criar novas seções e, de quebra, criar um visual mais ágil e moderno. A reformulação será feita aos poucos e concluída em 60 dias.
Na última semana, a plataforma de gestão do conteúdo passou a ser hospedada no LocaWeb, o que deve reduzir os problemas técnicos que chegaram com a expansão do conteúdo e a explosão do número de acessos verificada nos últimos tempos. Tudo isso convenceu a equipe que faz o blog a antecipar o que estava planejado para acontecer só no início de 2008. Esperamos que seja para melhor!


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Blog do Galeno será coluna da agência Brasil que Lê


Postado por Galeno Amorim - 26/10/2007 - 23h21

Uma das inovações é que, a partir de hoje, o blog também passa ser uma coluna, assinada por mim, no site www.brasilquele.com.br. Este é o endereço da Brasil que Lê, uma agência de notícias que vai produzir e fazer circular informações e opiniões sobre a área do livro e leitura no Brasil e no mundo para jornalistas e interessados em geral no assunto. O site vai herdar o conteúdo postado até hoje no blog e vai, aos poucos, ser ampliado com a produção própria da agência, que passará a ser endereçada diariamente para 3 mil redações do país. O site definitivo da Brasil que Lê entra no ar em dezembro.
A idéia da Brasil que Lê é levantar, produzir e difundir pautas e informações sobre a área do livro e leitura para ampliar a  presença do tema nos meios de comunicação e, assim, ajudar a criar as condições necessárias para o Brasil ler mais. A agência Brasil que Lê e o Blog do Galeno são iniciativas do Instituto de Desenvolvimento de Estudos Avançados do Livro e Leitura, dirigido por mim.


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O novo blog: sua opinião é importante!


Postado por Galeno Amorim - 26/10/2007 - 23h18

Além de continuar como uma coluna no site da Brasil que Lê, o Blog do Galeno se prepara para estrear também na área de conteúdo do UOL, o mais importante portal da internet no Brasil, acessado por 8,5 milhões de internautas por mês. Como primeiro resultado dessa melhor distribuição do conteúdo atual entre o site da Brasil que Lê e o Blog do Galeno hospedado na UOL (onde um continuará a dar acesso ao outro), o blog vai estrear, nos próximos dias, um novo visual.
E convidamos você, leitor, para conhecer e opinar sobre ele. Acesse as duas opções disponíveis (www.brasilquele.com.br/novoblog/index.html e www.brasilquele.com.br/novoblog/index1.html) e deixe aqui seu comentário. Você também pode acessar essas opções clicando no canto superior direito da página. Participe da enquete e vote no visual que mais o agrada.
Sua opinião é muito importante!


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Dos leitores


Postado por Galeno Amorim - 24/10/2007 - 13h18

Comentário postado pela baiana Márcia Santos: "Galeno, estou fazendo o Mestrado em Portugal e o seu blog foi comentado e elogiado na I Conferência Internacional sobre o Programa Nacional de Leitura em Portugal. Parabéns!!! Foi motivo de muito orgulho ouvir falar de um brasileiro que procura fazer a diferença!!!"


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Do Brasil para o mundo

Postado por Galeno Amorim, de Brasília - 30/10/2007

Dom Emiliano Martinez, da Fundação Santillana, mandou da Espanha a boa nova. O Prêmio Vivaleitura – instituído em 2006 pelo governo brasileiro por ocasião das comemorações do Ano Ibero-americano da Leitura – agora também terá sotaque espanhol.
A experiência brasileira deu tão certo que a tecnologia será adotada em mais três países: Espanha, Argentina e Colômbia. Lá fora, vai se chamar Premio Vivalectura.
Aqui, onde os vencedores da segunda edição foram anunciados nesta terça (30/10), já identificou quase 5 mil projetos de fomento à leitura.


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O poder dos livros


Postado por Galeno Amorim - 17/10/2007 - 23h50

Os livros têm o poder de afetar uma conversação pública mais que qualquer outro meio. Quem disse isso não foi nenhum profissional do livro ou algum militante mais apaixonado pela causa da leitura, mas sim o mais recente ganhador do Prêmio Nobel da Paz, o ex-vice-presidente dos EUA, Al Gore. Também não foi agora, no auge das comemorações pelo cobiçadíssimo prêmio. Foi no dia em que ele apareceu na editora, com os originais da obra que renderia o Nobel debaixo do braço, para propor a publicação. O editor quis saber porque, afinal, o ex-quase todo poderoso do planeta queria escrever um livro. Ele saiu-se, então, com essa preciosidade.


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Um país de 320 milhões de livros


Enviado por Galeno Amorim - 2/8/2007

Para ler mais, o país precisa de livros. Para ter mais livros - e fazer chegar às livrarias e outros pontos de venda, às escolas, às bibliotecas e, em especial, às mãos dos leitores - é preciso escrevê-los e publicá-los. A pesquisa Produção e Vendas do Setor Editorial Brasileiro 2006, que a Câmara Brasileira do Livro (CBL) e o Sindicato Nacional dos Editores de Livros (Snel) divulgaram agora há pouco (nesta quinta, 02/08), mostra que as pouco mais de 500 editoras que estão a pleno vapor estão dando conta do recado e fazendo bem a sua parte.
Além de estar fazendo mais livros - 320 milhões de exemplares foram produzidos no ano passado -, o Brasil também vem conseguindo manter uma boa diversidade quanto a títulos e assuntos. Foram editados nada menos do que 46.026 títulos, 10,8% mais que no ano anterior. Desses, 20.177 eram obras novas (enquanto que 25.849 eram reedições).
Leia a notícia publicada abaixo na seção Não Deu no Jornal.


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Dando o que falar!

Deu o que falar falar a proibição do livro "Roberto Carlos em Detalhes", destaque do blog nos últimos dias. Ao contrário da anterior, nesta semana a imprensa dedicou maior espaço ao assunto (o que saiu nos jornais está nas seções Notícias Interessantes e Leitura Crítica). Ainda não foi o suficiente para gerar uma boa discussão sobre a (urgente) necessidade de se modificar e aperfeiçoar as leis em vigor. São elas, a rigor, que permitem que esse tipo de coisa ainda aconteça.

O presidente do Sindicato Nacional dos Editores de Livros (Snel), Paulo Rocco, disse ao blog estar disposto a levar adiante essa bandeira. Personalidades (veja as notas abaixo) e leitores que aqui se manifestaram dizem o mesmo. Vale a pena dar uma espiada no comentário postado pelo jornalista Haroldo Ceravolo Sereza, que conhece bem o mundo dos livros no Brasil. Embora reconheça as deficiências da atual Lei de Imprensa, envelhecida e anacrônica, ele mandou ao blog uma idéia que pode servir como ponto de partida para esse tão necessário debate (veja a nota seguinte).

A primeira reação de vários setores da sociedade foi de uma legítima indignação. Agora, é a hora de refletir, buscar caminhos, tentar construir consensos e partir para a ação. E juntar forças para, por exemplo, fazer chegar ao Congresso alguma boa proposta que possa servir esquentar o tema. Afinal, há quanto tempo você ouve dizer (às vezes, nós mesmos dizemos) que mexer nisso é muito complicado?! O Caso Roberto Carlos pode ser o estopim que faltava para reacender a discussão. E, quem sabe, resultar em novas leis e avanços da sociedade. O blog se propõe (e convida outros espaços, institucionais ou não, a fazerem o mesmo) a servir como palco para esse debate.

E você, o que acha disso tudo? Vamos fazer nossa parte e contribuir para que esse tema avance no Brasil. Não fique de fora dessa!


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Leitura e democracia, eis a questão


Postado por Galeno Amorim, de São Paulo - 24/10/2007 - 14h12

A questão da leitura no Brasil começa a ganhar uma dimensão cada vez maior no país e a ocupar espaços mais nobres no meio intelectual. Agora, por exemplo, a Fundação Perseu Abramo anuncia um encontro para discutir temas como leitura, cultura e democracia.O painel, que integra as comemorações dos 10 anos da sua editora, vai reunir feras como Antônio Cândido, Marilena Chaui e Luiz Dulci. Eles darão depoimentos sobre sua relação pessoal com os livros e falarão sobre a democratização do acesso à leitura no país. Vão abordar o direito à cultura, a necessidade de fortalecer as bibliotecas públicas e a educação de qualidade, além das iniciativas públicas e privadas para tornar a leitura de fato um direito de todos.
O painel Livros, cultura e direitos no Brasil: como democratizar o acesso à leitura foi realizado nesta terça (30/10) no Sesc, em São Paulo.


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Papel para livros, um dos campeões do BNDES


Postado por Galeno Amorim - 18/10/2007 - 23h49

O papel, principal insumo para a produção de livros, é um dos ítens mais financiados pelo Cartão BNDES, voltado especialmente para as micros e empresas de pequeno porte. Um dos produtos que formam o BNDES ProLivro - criado pelo governo federal em 2005, por ocasião das comemorações no Brasil do Ano Ibero-americano da Leitura, o Vivaleitura -, o cartão mantém um crédito permanente de até R$ 750 mil para pequenas e microeditoras e livrarias, com 1% de juros ao mês e até 36 meses para pagar.
Embora o papel se mantenha desde então na lista dos produtos mais financiados pelo banco, ainda são poucas as pequenas editoras que utilizam essa linha. Assim, acabam pagando juros que chegam a ser sete vezes maior nos bancos comerciais.


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Instituto Pró-Livro faz sua estréia


Enviado por Galeno Amorim, de Mogi das Cruzes (SP) - 16/8/2007

Criado como resposta à desoneração fiscal do livro feita pelo governo federal em 2004, o Instituto Pró-Livro está fazendo, durante o Encontro Nacional de Editores e Livreiros, em Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo, sua estréia em público. Os executivos da organização não-governamental - criada pela Câmara Brasileira do Livro (CBL), Sindicato Nacional de Editores de Livros (Snel) e Associação Brasileira de Editores de Livros (Abrelivros) - passaram o dia fazendo contatos com editores e livreiros que foram beneficiados pelo fim do PIS-Cofins.
O instituto tem como objetivo principal, conforme está no folheto distribuído aos contribuintes em potencial, fomentar a leitura no Brasil e difundir o livro. Quem quiser saber mais, pode acessar www.institutoprolivro.org.br. É uma notícia pra lá de boa!


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Governo comprou 42% a mais de livros em 2006


Enviado por Galeno Amorim - 2/8/2007

O governo federal comprou 42,7% a mais de livros em 2006 para distribuir aos alunos de escolas públicas. Foram adquiridos 125,3 milhões de exemplares, contra 87,8 milhões no ano anterior. O maior crescimento se deu na compra de livros de literatura distribuídos pelo MEC para as bibliotecas escolares: 256,6% a mais (ou 7,2 milhões de exemplares, contra 2 milhões em 2005).
O mercado editorial não têm do que se queixar: a receita de negócios com o governo engordou nada menos do que 63% no período e as editoras abiscoitaram R$ 731 milhões.
Com isso, o peso das compras governamentais no mercado passou de 32% para 40% e o governo brasileiro continua sendo um dos maiores compradores do mundo. Os dados referem-se ao Ministério da Educação. Ainda não existe um programa amplo do Ministério da Cultura para comprar livros para as bibliotecas públicas.


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França e Brasil pesquisarão políticas do livro e leitura


Enviado por Galeno Amorim, de Betim (MG) - 3/7/2007

Universidades do Brasil e da França estão definindo pelo menos cinco linhas de pesquisa para avaliar ações e políticas públicas em andamento atualmente em território brasileiro. Além de medir a eficácia e alcance de projetos e programas que encontram-se em execução, a parceria vai possibilitar o monitoramento e a avaliação das políticas públicas do livro e leitura e de medidas importantes adotadas pelo governo a partir de 2003 no país. É o caso, por exemplo, da Lei do Livro, da desoneração fiscal e do Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL), que, segundo acreditam diversos observadores internacionais, podem representar um marco na história das políticas públicas brasileiras nesta área.
Esse foi um dos principais resultados do 1o Colóquio Internacional Brasil França, encerrado nesta terça-feira (03/07) em Betim, na região metropolitana de Belo Horizonte (MG), promovido pela Universidade do Vale do Rio Verde (UninCor) e, ainda, por INRP e IUFM, duas instituições francesas. A medida deve resultar em uma significativa cooperação para fazer avançar as políticas públicas do livro e leitura no Brasil.


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Um hino de amor à leitura

Enviado por Galeno Amorim, de Bogotá - 28/6/2007

Nada define melhor a conferência magistral que abriu oficialmente na noite desta quarta-feira (27/6), em Bogotá, a 2a. Ata Internacional da Língua Espanhola. Em um tom emocionado e ao mesmo tempo encantador, o escritor colombiano William Ospina fez uma defesa apaixonada do papel da leitura na vida das pessoas e para a própria humanidade.
Ospina foi identificar nos versos de Homero, em seu relato sobre a guerra de Tróia, o início da civilização como nós a conhecemos hoje. Vale a pena conferir a conferência na íntegra, publicada aqui na seção Leitura Crítica, no menú à direita. É um dos momentos especiais da história do livro e da leitura.


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Nova cara do MEC

Embalado pelo Plano de Desenvolvimento da Educação, o PAC da Educação, o ministro Fernando Haddad faz ajustes na equipe para o segundo governo Lula. A principal novidade é a chegada da presidente da Undime, Maria de Pilar, que assumirá a Secretaria do Ensino Básico. O atual secretário, Francisco das Chagas, será o secretário-executivo adjunto do ministério, no lugar de André Lázaro. Este, por sua vez, comandará a Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade , no lugar de Ricardo Henriques, que decidiu retomar a vida acadêmica na Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ). Outras mudanças serão anunciadas nos próximos dias.


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Uma luz no fim do túnel

Muitos leitores do blog certamente não aguentam mais toda essa discussão em torno do caso da proibição da livro sobre Roberto Carlos. Como a questão também envolve aspectos jurídicos, muitos acham chato e enfadonho. Preferem não participar. Ninguém, porém, discorda que esse debate é absolutamente necessário e indispensável.

O primeiro avanço foi a entrada da imprensa (que, a princípio, ficou distante) no debate. Após alguma hesitação, jornais, revistas, sites e emissoras de rádio e tv passaram a repercutir o caso (o blog, no que lhe toca, procurou contribuir, distribuindo regularmente sua newsletter com a discussão nascente para 3 mil redações e milhares de jornalistas em todo país). Artigos, notícias e entrevistas mostrando vários aspectos do caso, mas invariavelmente chamando a atenção para a questão da censura, ganharam, enfim, espaço na mídia.


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"Direitos no mínimo iguais aos da imprensa"

Eis o comentário postado pelo jornalista Haroldo Ceravolo Sereza, experiente repórter em coberturas sobre livros e mercado editorial. Veja o que ele diz:

"A lei que protege um pouco mais a imprensa (não muito, porque o Roberto Carlos também conseguiu uma vitória absurda contra o Notícias Populares no passado) deveria ser extendida para livros de caráter jornalístico - na verdade, acho que os livros deveriam ter liberdade semelhante à da imprensa na hora de usar informações, imagens, textos etc. É um absurdo uma indústria bem mais frágil economicamente do que a da imprensa e com caráter similar ter menos proteção legal e ficar sujeita a tanta instabilidade jurídica."

O que você pensa sobre isso? Qual é o melhor caminho para ajudar o país a avançar nesta área?


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Caso Roberto Carlos: só não percebemos, mas é grave

Esqueçamos por instantes a qualidade editorial ou o conteúdo (por sinal, bastante elogiados) da obra "Roberto Carlos em Detalhes", do jornalista e historiador Paulo Cesar de Araújo, e a principal personagem em questão, o cantor e compositor Roberto Carlos, ídolo de milhões de brasileiros. Embora a imprensa não tenha dado muita importância até agora, o desfecho da disputa entre biografado, autor do livro e a editora Planeta - selado na Justiça de São Paulo no dia 27/04 - é algo muito sério. Mais: é bastante grave.

Sem que, salvo maior juízo, tenha sido comprovada uma calúnia que seja, ficou combinado o seguinte: a editora pára de publicar e vender a obra e, ainda, recolhe e entrega os milhares de livros em poder das livrarias do país para o artista fazer o que bem entender, inclusive queimá-los, se considerar que este é o melhor destino para eles. Roberto Carlos, de seu lado, desiste de processar a editora e o autor e de buscar para ambos na Justiça uma condenação, algo justo e razoável se assim fizessem por merecê-lo. O escritor, por sua vez, se impõe como pena o silêncio: abre mão de fazer qualquer comentário sobre o episódio ou mesmo de dar entrevistas.

Decididamente, não se trata de algo que venha a contribuir para a criação, as liberdades, a democracia e o enriquecimento da sociedade. Sobre isso, merece ser lido e comentado o corajoso artigo "O Que é Contexto Desfavorável?", assinado por Paulo Coelho (justiça seja feita: até aqui a única voz de peso no cenário nacional a levantar-se contra tal situação) e publicado pela Folha de S. Paulo (pode ser lido, na íntegra, na seção Leitura Crítica, no menú direito do blog). Não menos lúcido é o artigo do colunista Deonísio da Silva ("O rei não leu e não gostou"), que também vale a pena ser lido e debatido.

Você pode ser contra ou a favor. Só não dá para ficar indiferente!


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500 dias sem Câmara Setorial

Postado por Galeno Amorim – 21/10/2007 - 23h14

Só para constar: completa, hoje (21/10), 500 dias a realização da última reunião da Câmara Setorial do Livro e Leitura, criada pelo Ministério da Cultura para debater e encaminhar projetos, programas e outras medidas para fortalecer a política pública setorial. A última vez que os representantes da cadeia produtiva do livro e cadeia mediadora da leitura se reuniram com o governo com essa finalidade foi em 8 e 9 de junho de 2006.
Depois disso, houve só um encontro, em dezembro, no Rio de Janeiro, para conhecer e homologar o documento final do Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL), entregue no mês passado ao presidente Lula.


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CNIC terá novo conselheiro para livro e leitura

Postado por Galeno Amorim - 18/10/2007 - 23h47

O editor Marino Lobelo não é mais o representante da área do livro e leitura no Conselho Nacional de Incentivo à Cultura (CNIC). Essa é a instância que analisa e decide os projetos que se enquadram na Lei de Incentivo à Cultura, mais conhecida como Lei Rouanet.
Vice-presidente da Câmara Brasileiro do Livro (CBL) até bem pouco tempo atrás, Marino era suplente do conselheiro José Castilho Marques Neto, que é o atual secretário-executivo do Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL) e continua na CNIC. O subtituto dele poderá vir do Ceará.


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As boas novas do PAC do Livro (1)

Enviado por Galeno Amorim, de Brasília - 4/10/2007

Zerar o número de cidades brasileiras sem bibliotecas (ainda faltam 613); criar 4 mil pontos de leitura no país; revitalizar 4.500 bibliotecas municipais que estão em situação precária; e inaugurar 100 bibliotecas multiuso em áreas pobres e violentas das maiores cidades brasileiras. Estas são algumas das metas para a área do livro e leitura do programa Mais Cultura, anunciado nesta quinta-feira (4/10), em Brasília, pelo presidente Lula.
As políticas para a área do livro e leitura tiveram, por sinal, destaque especial na apresentação do programa, que reuniu a maioria dos ministros do governo e uma grande platéia constituída por artistas, produtores culturais, dirigentes de entidades culturais e ONGs, governadores e parlamentares. O programa, apelidado de PAC da Cultura, vai consumir investimentos de 4,7 bilhões, até 2010, em todas as áreas culturais.
Não foi divulgado o valor que o Ministério da Cultura e seus parceiros investirão na área do livro e leitura, mas fontes do governo federal garantem que deve ser mais de R$ 300 milhões até 2.010.


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Um setembro dos livros

Enviado por Galeno Amorim, do Rio de Janeiro (RJ) – 13/9/2007

Setembro é, mais uma vez, um mês de grandes eventos do livro no Brasil. O mais importante deles é, sem dúvida, a 13ª Bienal Internacional do Rio de Janeiro, aberta nesta quinta-feira (13/9), no Riocentro. Ainda em clima de Jogos Pan-americanos, nossa maior festa do livro homenageia em 2007 os países das Américas e, de quebra, comemora os 80 anos de dois dos maiores escritores da atualidade: o brasileiro Ariano Suassuna e o colombiano Gabriel Garcia Márquez.
Outros dois eventos aconteceram, esta semana, no Rio: a 17ª Convenção Nacional de Livrarias e o 5º Salão de Negócios da Associação Brasileira de Distribuidores de Livros (ABDL), das famosas vendas porta-a-porta. O mês que começou com a Feira do Livro de rua de Sertãozinho (SP), vai terminar com outras duas, que entrarão outubro adentro: a 7ª Feira Nacional do Livro de Ribeirão Preto (SP) e a 11ª Feira Pan-Amazônica do Livro, em Belém (PA). Em pauta, o livro e a leitura no Brasil!


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Qual é a sua cidade dos livros?

Enviado por Galeno Amorim, de Sertãozinho (SP) – 5/9/2007

Não são poucas as cidades brasileiras que vem se destacando nos últimos anos com ações da melhor qualidade para desenvolver a leitura no Brasil. São iniciativas que vão desde o incremento e a instalação de novas bibliotecas, passando pelo fortalecimento da prática da leitura nas escolas até a realização de feiras, apoio aos autores locais e melhoria do acesso ao livro à população em geral. Em alguns lugares, essas medidas são acompanhadas da adoção de leis para institucionalizar essas políticas para que se tornem permanentes e sobrevivam aos rodízios administrativos. Vem dando certo e inspirando outros municípios a fazerem o mesmo.
A partir desta semana, o blog vai mostrar alguns desses bons exemplos. Na sua opinião, quais as cidades brasileiras que têm feito muito pela leitura?


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A volta da Câmara Setorial do Livro e Leitura


Enviado por Galeno Amorim, de Mogi das Cruzes (SP) - 16/8/2007

Outra boa notícia para o mundo do livro e da leitura: a Câmara Setorial do Livro e Leitura já tem dia certo para voltar a funcionar. Após um longo período sem se reunir, a câmara está sendo convocada para sua primeira sessão em 2007: será no dia 28/08, uma terça-feira, no Rio de Janeiro. O convite já foi disparado pela Fundação Biblioteca Nacional para os componentes do colegiado.
A interrupção do processo - criado em 2005 pelo ministro Gilberto Gil para ampliar a participação da sociedade nas decisões da política cultural - vinha causando um mal estar na cadeia produtiva do livro, na cadeia mediadora da leitura e no próprio Ministério da Cultura.


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Livros brasileiros fazem sucesso no mundo


Enviado por Galeno Amorim - 2/8/2007

A pesquisa Produção e Vendas do Setor Editorial Brasileiro trouxe uma boa notícia para os escritores nacionais e os amantes da literatura brasileira. Os livros do Brasil estão fazendo mais sucesso no Exterior. No ano que passou, foram exportados 3.303.690 livros, 10,5% mais que em 2005. Os negócios também melhoraram: US$ 8,4 milhões, contra US$ 5,6 milhões um ano antes.
Foi, de fato, um espetáculo do crescimento nas exportações do livro brasileiro: 49,2%.


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Se não incluem, políticas de leitura podem frustrar


Enviado por Galeno Amorim, de Betim (MG) - 3/7/2007

As bem sucedidas políticas de leitura da França - que se consolidaram como política de Estado nos últimos 40 anos após ganhar, paulatinamente, apoios dos partidos de esquerda até chegar à direita francesa - melhoraram o acesso aos livros, ampliaram o número de leitores e aumentaram a média de frequência às bibliotecas por parte parte de quem já lia. Foram fundamentais para o país chegar aos atuais índices de leitura e letramento da sua população, entre os mais altos do mundo.
Mas não fazem milagres, adverte o professor Max Butlen, um dos maiores especialistas no assunto no mundo. Nem por isso, observa ele, todo mundo se tornará leitor. Uma das lições que vem da França e que custa prestar atenção é o que ele batizou, com humor, de a descoberta de "uma lei sociológica". Ei-la:
"É preciso ter em conta que a construção de uma proximidade espacial do livro não resolverá o distanciamento social de determinados setores da população da cultura escrita. É preciso, portanto, transformar a maneira de oferecê-la. Se não se levar em conta a cultura dos excluídos, poderá acontecer uma exclusão ainda maior. Com isso, pode haver uma rejeição ainda maior das políticas públicas de leitura".
Max Butlan, velho conhecido dos brasileiros, protagonizou uma memorável mesa de debates nesta terça-feira (03/07) no 1o Colóquio Internacional Brasil França. Participei, como um dos painelistas, ao lado do professor da PUC-MG, Carlos Jamil Cury.


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Um segredo para criar leitores


Enviado por Galeno Amorim, de Bogotá - 28/6/2007

O escritor William Ospina faz uma defesa veemente da importância da oralidade na tarefa de formar leitores. Para ele, esse é, sem dúvida, um dos segredos para conquistar novos leitores para os livros. Afinal, argumenta ele, a sociedade tem um histórico de convivência com a palavra falada muito mais antiga e intensa do que com a escrita. E, além disso, pondera, há muito mais gente nos dias atuais, pelo mundo afora, que fala do que gente que escreve e lê.
Eis o que ele diz:
"A boa leitura não é uma técnica e sim uma arte. Muitos confundem a capacidade de encadear as sílabas, de decifrar um texto, com a arte de ler, mas a leitura verdadeira consiste em liberar a carga de emoção, de sentido, de sensibilidade, de imaginação, de ritmo que há em texto, e os textos mais ricos são precisamente os textos literários. Toda língua é, inicialmente, um exercício de sons e sua origem se confunde com a música. A escrita é uma invenção tardia, já que toda escrita consiste em desenhar sons."


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Pagando a conta

A Comissão de Educação e Cultura da Câmara dos Deputados deve convocar, nos próximos dias, os presidentes da Câmara Brasileira do Livro (CBL), Sindicato Nacional dos Editores de Livros (Snel), Associação Brasileira de Direitos Reprográficos (ABDR) e Fundação Biblioteca Nacional para uma conversinha em Brasília.
Por iniciativa do deputado Waldir Maranhão (PP-MA), serão instados a dizer o que cada uma delas pode fazer para ajudar a aumentar o acervo das bibliotecas públicas federais, estadual e municipais, que, como se sabe, vivem escassez crônica de recursos.


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Dois meses de blog

O blog comemora seus dois primeiros meses de vida com alguns números interessantes. Ele fechou o mês de maio com quase 28 mil páginas e caminha, assim, para tornar-se um dos grandes bancos de notícias e artigos sobre o livro e a leitura no Brasil. Além, é claro, de suas outras funcionalidades, como dar acesso a informações privilegiadas sobre esta área no Brasil e, principalmente, estimular o debate e a reflexão sobre temas que merecem discussão para avançar institucionalmente (como é o caso das leis que têm permitido a sistemática proibição de biografias no país). Desde sua criação, em fins de março, foram cerca de 860 mil cliques - a maior parte deles às sextas-feiras (quando circula a newsletter do blog). O horário de pico diário é das 6 às 9 horas. Isso sem contar a newsletter do blog, que é endereçada semanalmente a 70 mil formadores de opinião.


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Editar e formar leitores

O presidente do Grupo Interamericano de Editores (GIE), o colombiano Gonzalo Arboleda, desembarca na primeira semana de junho no Brasil para discutir o próximo congresso de editores ibero-americanos. O evento (que em 2006 teve em sua programação, em Madri, o primeiro-ministro Zapatero, o rei Juan Carlos e diversos ministros e autoridades da Espanha) será no Brasil em 2008. Arboleda se reunirá com a presidente da Câmara Brasileira do Livro (CBL), Rosely Boschini. Espera-se que o engajamento das editoras em projetos para a formação de leitores seja um dos temas fortes do evento.


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Ajudar a avançar, tarefa de todos nós

Primeiro, vieram as reações indignadas. Em seguida, os argumentos das partes (majoritariamente, é verdade, contrárias ao desfecho). Depois, surgiram algumas idéias. Agora, como consequência de tudo isso, deverá surgir, nos próximos dias, uma primeira proposta concreta para mudar o Código Civil e talvez a Constituição.
 
Afinal, conversar e propor soluções que ajudem a resolver conflitos, agora ou no futuro, gerando avanços institucionais, é tarefa de todos nós. O blog - que se junta a tantos outros na missão de ajudar a fomentar a leitura no país - não vai fugir dessa. E nem de outras tarefas que estão por vir!


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Gil: "deveriam ter consultado o Roberto"

Do ministro da Cultura, Gilberto Gil, na coluna da jornalista Mônica Bérgamo, na Folha de S.Paulo, sobre a polêmica em torno do livro "Roberto Carlos em Detalhes", retirado de circulação após acordo entre o biografado, editora e o autor do livro:

"É uma questão particular, pessoal do Roberto Carlos. Não cabe ao ministro da Cultura opinar. De qualquer forma, tudo isso está ligado à questão, enfim, da invasão de privacidade. Eu acho em princípio complicada essa questão de biografias não-autorizadas. A não-autorização cria espaço para os conflitos. Não vejo por que não produzem biografias autorizadas. Deveriam ter consultado o Roberto."


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O que dizem as autoridades e as lideranças?

Em número cada vez mais agigantado e com capacidade de disseminar informações e conhecimento por toda parte e com incrível rapidez, além de aprofundar debates que, embora fundamentais, ainda não ganharam o devido espaço na mídia tradicional, os blogs vem desempenhando um papel cada vez mais importante enquanto mobilizadores e espaço para a construção de propostas e soluções que possam contribuir para a evolução da sociedade. Por isso, o blog fez as seguintes perguntas a diversas autoridades, dirigentes de instituições e lideranças da cadeia produtiva do livro sobre o Caso Roberto Carlos:

1) Qual sua opinião sobre o caso e a retirada do livro de circulação?

2) O que sua instituição pode fazer para evitar que esse tipo de coisa continue a causar tamanho dano à cadeia produtiva do livro (autores, editores, livreiros e trabalhadores em geral), à leitura, às liberdades sociais e à própria sociedade?

Começamos a publicar, hoje, neste espaço, as respostas. Confira, abaixo, as duas primeiras.


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Senado quer criar Dia Nacional da Leitura


Enviado por Galeno Amorim, de Brasília - 22/10/2007 - 19h10

Está pronto para entrar na pauta da Comissão de Educação do Senado o projeto de lei do senador Cristovam Buarque que cria o Dia Nacional da Leitura. A data deve ser comemorada a cada 12 de outubro, feriado em que se festeja o Dia da Criança e também consagrado a Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil.
Pela proposta apresentada pelo senador do PDT do Distrito Federal também deve ser instituída a Semana da Leitura.


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O livro no Plano Nacional de Cultura

Postado por Galeno Amorim - 17/10/2007 - 14h09

A Câmara dos Deputados está realizando desde julho uma série de audiências públicas na Comissão de Educação e Cultura para instruir a votação do Plano Nacional de Cultura. Os dois últimos encontros estão marcados para esta quinta-feira (18/10) e para o dia 30/10.
Com excessão da área do livro e leitura, todas as demais foram ou ainda serão ouvidas nesta etapa dos trabalhos. As atividades são coordenadas pelo deputado federal Frank Aguiar (PTB-SP).


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As boas novas do PAC do Livro (2)

Enviado por Galeno Amorim, de Brasília - 4/10/2007

A questão do livro e da leitura passa a ter maior importância nas políticas culturais do governo. Agora oficialmente, começa a ser tratada como ação estratégica para o desenvolvimento nacional e no combate às desigualdades sociais. Este foi o tom dos três discursos feitos durante a apresentação das linhas gerais do Mais Cultura (feitos pelo presidente Lula, pelo ministro Gilberto Gil - que foi ovacionado pela platéia - e pelo secretário-executivo do MinC, Juca Ferreira).
Entre as medidas anunciadas (leia mais, abaixo, na seção Não Deu No Jornal), consta também um programa de formação de bibliotecários e agentes de leitura, com recursos do Ministério do Trabalho. Os bancos oficiais, com o BNDES à frente, vão colocar à disposição do setor cultural R$ 375 milhões em crédito e microcrédito. Isso inclui, naturalmente, a edição de livros, apoio a pontos de venda e mesmo ações de fomento à leitura.


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Uma Cidade dos Livros (2)

Enviado por Galeno Amorim, do Rio de Janeiro (RJ) – 13/9/2007

Cantada em prosa e verso como a cidade maravilhosa, o Rio é, sem dúvida alguma, uma grande cidade dos livros no Brasil. Palco da Bienal Internacional do Livro nos anos ímpares, da Primavera dos Livros, do Salão Nacional de Literatura Infantil e Juvenil e do Simpósio Nacional de Contadores de Histórias, entre tantos outros eventos em favor do livro e da leitura, a capital do Rio de Janeiro também é famosa pelas charmosas livrarias da Zona Sul. E também por uma incrível quantidade e diversidade de eventos interessantes - sobre literatura, mercado editorial, políticas públicas e tudo que diz respeito ao livro e à leitura. Entre suas ações para fomentar a leitura, estão desde os projetos de leitura na praia até as bibliotecas no metrô, nas favelas e no subúrbio.
Sede de várias das melhores editoras brasileiras, o Rio também abriga o monumental prédio da Biblioteca Nacional, a Academia Brasileira de Letras e é onde vive boa parte da nata dos escritores brasileiros. Em 2008, a cidade vai comemorar os 200 anos do início da indústria editorial no Brasil, que começou aqui, com a chegada da Imprensa Régia.


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Uma cidade dos livros (1)

Enviado por Galeno Amorim, de Sertãozinho (SP) – 4/9/2007

Vale a pena prestar atenção no que vem sendo feito em Sertãozinho, cidade de 110 mil habitantes no interior de São Paulo. A leitura passou a ser ali o principal fio condutor do projeto pedagógico da rede de escolas públicas. Durante o ano inteiro, as crianças são estimuladas a ler e a escrever seus próprios livros. O resultado final é apresentado à população numa feira de livros à céu aberto que acontece em setembro na praça principal da cidade.
É também ali, entre os canteiros de flores e o coreto, que funciona um sebo de livros usados no quiosque construído no local pela prefeitura. Tudo para facilitar o acesso aos livros para os moradores. A propósito: a biblioteca pública tem papel central no projeto de leitura das escolas. Lá, é entre os professores mais animados com a tarefa de formar leitores que são escolhidos os responsáveis pelas duas dezenas de bibliotecas da rede de ensino. Aonde vai dar tudo isso? Bem, nos últimos anos a cidade abocanhou meia dúzia de importantes prêmios nacionais na área de educação (no último deles, uma escola da zona rural ficou entre as seis campeãs de gestão do país).
O município se prepara, agora, para dar um salto mais ousado: elaborar seu Plano Municipal do Livro e Leitura, seguindo as pegadas do PNLL nacional.


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Google ajuda alavancar vendas de livros


Enviado por Galeno Amorim, de Mogi das Cruzes (SP) - 16/8/2007

O Google vai, aos poucos, vencendo as resistências da cautelosa indústria do livro no Brasil.  Já passa de 50 o número de editoras brasileiras que aceitaram ceder o conteúdo de seus livros à empresa norte-americana líder do serviço de buscas pela internet. Isso significa que os leitores brasileiros já têm acesso a pelo menos 25 mil obras editadas no país.
A meta é ousada: obter entre 40 e 80 novas adesões a cada ano, até atingir a totalidade das pouco mais de 500 editoras em atividade no país. A Ediouro foi a primeira entre as grandes a aderir. Quem dá, no entanto, o mais vigoroso depoimento a favor da parceria é a Editora Senac:
Em 12 meses, nada menos do que 1,7 milhão  de leitores acessaram na web trechos dos 600 títulos disponíveis da editora. Além de dar maior visibilidade às obras e reforçar seu marketing sem qualquer custo adicional, eis que veio a boa e inesperada notícia: 25 mil deles foram direto dali para sites de compra.


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Fórum começa debater lei do preço fixo

Enviado por Galeno Amorim - 30/7/2007

Profissionais do livro e da leitura também resolveram entrar no debate sobre a lei do preço fixo no Brasil, uma discussão que, nos últimos anos, estava restrita às convenções de livreiros e que só agora começa a ganhar outros palcos. Para não ficar alheio a isso - mas, ao contrário, contribuir para trazer à luz novas idéias e argumentos a favor ou contrários e, assim, enriquecer  e extrair o máximo possível desse momento - o blog criou o Fórum de Debates Preço Fixo do Livro.
Leia os comentários deixados até agora por leitores de várias partes do país e dê a sua opinião (no menu direito, na seção Leitura Crítica). Uma discussão profunda e equilibrada sobre o tema certamente dará subsídios importantes para as políticas públicas do livro e leitura.


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Especialistas do livro e leitura defendem maior compromisso dos governos

Enviada por Galeno Amorim, de Bogotá - 29/6/2007

"É responsabilidade dos Estados promover a formulação de políticas de livro, leitura e bibliotecas dentro das dez prioridades estabelecidas pela Agenda de Políticas Públicas de Leitura, aprovada por representantes de governos e da sociedade civil dos países ibero-americanos em 2004 em Cartagena, na Colômbia. Essas políticas devem ser instrumentalizadas por meio de planos nacionais que contem com uma clara descrição dos instrumentos de avaliação, monitoramento e investigação, com seus respectivos responsáveis e recursos."
Esse é um dos trechos do documento aprovado na noite desta sexta-feita no encerramento da 2ª Ata Internacional da Língua Espanhola, que reuniu 70 especialistas dos países de língua espanhola e portuguesa em Bogotá, na Colômbia.

Leia a íntegra do esboço inicial do documento, que contem as indicações dos especialistas e dirigentes da área do livro e leitura, publicada mais abaixo, na seção 'Não deu no jornal'.


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Espanhóis apostam nos livros para expandir


Enviado por Galeno Amorim, de Bogotá - 28/6/2007

Os livros terão um papel estratégico dentro do movimento que se desenha a partir da Espanha para fazer com que o idioma e a cultura milenar da região ibérica ganhem força pelo mundo afora. O idioma e, particularmente, sua literatura terão papel essencial para que a língua - e, junto, os negócios, investimentos e o próprio prestígio do país - se instale com força além dos limites representados, hoje em dia, pelos 21 países onde o espanhol é oficial (além de outras regiões onde ele é falado como segunda língua, caso dos EUA e de outros países, constituindo um mundo de 450 milhões de pessoas). O governo espanhol deve intensificar o apoio à cadeia produtiva dos livros. Está ali - e no cinema e na música, segundo acreditam os espanhóis - seu maior capital social para conquistar espaço maior no mundo do século 21.
Esse é o tom da 2ª Ata Internacional da Língua Espanhola, que acontece em Bogotá, na Colômbia, com a participação de autoridades e 70 especialistas em livros e leitura do mundo ibero-americano, na qual o Brasil se inclui. Para se ter uma idéia da importância que a Espanha vem dando ao assunto, basta lembrar que o próprio presidente Zapatero foi quem abriu a 1ª Ata, em outubro.


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Mais livrarias

A nova pesquisa da Associação Nacional de Livrarias (ANL), que será anunciada em setembro, reserva boas surpresas para o mundo do livro e da leitura.
Vai, entre outros, sepultar de vez o mito segundo o qual o país tem menos livrarias que Buenos Aires.


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O blog e a Ibero-América

Sete dos dez países com mais acessam o blog são de língua portuguesa e hispânica. A maioria dos internautas é composta por uma ampla maioria de brasileiros (93%), mas chama a atenção a presença da quantidade de leitores dos países que ocupam o segundo e o terceiro lugares em acesso: Estados Unidos e Portugal. Além desses, estão entre os dez que mais visitam o blog os internautas da Argentina, México, Espanha, Colômbia, França, Suiça e Chile. Em seguida, aparecem os da Alemanha, Polônia, Uruguai, Perú, Holanda, Japão, Moçambique, Reino Unido, Canadá, Itália, República Dominicana, Venezuela, Nova Zelândia e Turquia.


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Editores e a proibição de livros

Já está sobre a mesa de uma das mais conceituadas advogadas cariocas, com especialização em direitos de imagem, a consulta do Sindicato Nacional de Editores de Livros (Snel) sobre quais caminhos seguir para enfrentar a onda de proibição de livros biográficos que vem assolando o país nos últimos anos (depois, naturalmente, de encerrado o ciclo de censura imposto pelos militares durante o regime militar de 1964). A resposta deve sair nos próximos dias. Um parlamentar com excelente trânsito no Congresso e que tem demonstrado preocupação diante dessa situação já se apresentou para propor o projeto e apadrinhar a causa.


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Editores vão apresentar proposta

O Sindicato Nacional dos Editores de Livros (Snel) começou a discutir esta semana (17/5) saídas para enfrentar a recorrente onda de livros proibidos no Brasil mesmo não havendo calúnia, injúria ou difamação. Os editores, segundo informou o presidente Paulo Rocco ao blog, vão contratar dois renomados advogados cariocas, especializados em direitos de imagem, para produzir um estudo com eventuais propostas para modificar a legislação vigente.

Juristas acham que tanto o Código Civil como a Constituição merecem um exame cuidadoso de forma a aperfeiçoar um mecanismo que tanto assegure a privacidade de indivíduos como a liberdade de expressão e o direito social à informações de caráter público.
O blog vai acompanhar atentamente esse debate. E submeter eventuais propostas, antes de serem encaminhadas ao Congresso, à avaliação de seus leitores.


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Scliar: "em jogo, a liberdade de expressão"

Do escritor gaúcho Moacyr Scliar, membro da Academia Brasileira de Letras, em conversa com o blog:

"O ocorrido me parece lamentável. Figuras públicas devem estar preparadas para repartir suas experiências, mesmo pessoais, com os leitores em geral. Se alguma coisa não foi apresentada como o Roberto Carlos queria, sempre seria possível tentar um consenso. O que é ruim é a retirada de um livro de circulação, coisa que obviamente cheira a censura. A ABL tem se posicionado a favor da liberdade de expressão, de maneira geral, e na minha opinião isto é o que está em jogo neste episódio."


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Rocco (Snel): "O que está em jogo é um direito maior"

Quem primeiro se manifestou sobre a proibição da biografia de Roberto Carlos foi o presidente do Sindicato Nacional dos Editores de Livros (Snel), Paulo Rocco. Veja o que ele disse:

"Qualquer idéia de censura é deplorável, seja qual for a expressão artística: cinema, teatro, música ou livros. Embora não tenha lido o livro, tenho a impressão que não ele não atenta à moral ou à conduta de Roberto Carlos. Quando nos tornamos pessoas públicas, é quase impossível manter a privacidade. A força com que o cantor está exercendo o que considera ser um direito seu é certamente exagerada. Não se pode mais tratar esse caso como algo à parte, que diz respeito à editora ou ao autor. Ele transcende pois o que está em jogo, neste momento, é um direito mais amplo da sociedade como um todo. Pessoa alguma pode ser denegrida ou desrespeitado, mas temos que iniciar imediatamente um debate sobre até onde vai a privacidade de uma pessoa e onde começa o direito da sociedade à informação que tenha o caráter público. E isso deve levar à inadiável alteração da legislação em vigor, que cria condições para esse tipo de coisa. As leis atuais são antigas, arcaicas e atrasadas: elas sequer abrangem, por exemplo, os meios modernos de comunicação."


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Os novos nomes da CNIC para o livro e leitura


Postado por Galeno Amorim, de Brasília - 24/10/2007 - 14h18

O Ministério da Cultura acaba de anunciar os nomes dos dois suplentes da área de Humanidades na Comissão Nacional de Incentivo à Cultura (CNIC), onde são analisados e votados os projetos culturais que podem receber os benefícios da Lei Rouanet. São eles, respectivamente, o coordenador da Comissão de Tecnologia da Câmara Brasileira do Livro (CBL) e um dos donos da Blucher Editora, Eduardo Blücher, de São Paulo, e o presidente da Associação Brasileira de Editoras Universitárias (ABEU), Valter Kuchenbecker, do Rio Grande do Sul.
A portaria foi publicada no Diário Oficial de 22/10 e a posse foi nesta quarta-feira (24/10).


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Senado ainda não instalou Subcomissão do Livro

Postado por Galeno Amorim - 17/10/2007 - 14h10

Cinco anos depois de criada, a Subcomissão do Livro ainda não foi instalada pelo Senado Federal. A Comissão de Educação da casa aguarda a indicação dos sete senadores titulares e dos sete suplentes que vão compor a subcomissão, instituída por iniciativa do senador José Sarney (PMDB-AP).
É por lá que devem passar os projetos ligados ao tema livro e leitura, que passariam a ter, assim, maior agilidade e prestígio no Poder Legislativo.


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Vem aí o Vale-Livro

Enviado por Galeno Amorim, de Brasília - 4/10/2007

Há uma curiosidade muito grande entre livreiros, editores e militantes da leitura no país para saber como vai funcionar o Vale Cultura. A idéia do Ministério da Cultura é que o governo entre com uma parte, as empresas com outra e os trabalhadores com uma outra, menor.
Sua implantação ainda está recebendo os últimos retoques, mas o secretário nacional de Articulação do MinC, Marco Acco, diz que deve funcionar igualzinho o vale-refeição. Para comprar um livro, por exemplo, a pessoa que receber o cupom da empresa onde trabalha bastará ir até uma livraria (que tope aceitar o vale, como acontece com alguns restaurantes e lanchonetes no caso do vale-refeição). O comerciante será, mais tarde, reembolsado.


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Uma lei de proteção aos livreiros independentes


Enviado por Galeno Amorim, do Rio de Janeiro (RJ) - 11/9/2007

Os livreiros independentes - aqueles que não pertencem a nenhuma das grandes cadeias de livrarias do país - consideram que o Estado não pode desprezar esse elo mais frágil da cadeia produtiva do livro. E que, a exemplo do que fizeram governos de pelo menos uma dúzia de países na Europa e na América do Sul, deve criar marcos legais regulatórios até como forma de proteger os fracos contra os fortes e, assim, a diversidade cultural e dos livros e, no futuro, os próprios interesses dos leitores-consumidores.
Esse foi o tom central da Convenção Nacional de Livrarias, realizada nesta semana no Rio de Janeiro.


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Uma grande biblioteca para Brasília

Enviado por Galeno Amorim, de Brasília – 1/9/2007

Está em andamento uma negociação para que a Biblioteca Demonstrativa de Brasília – que tem sido um belo e competente exemplo de como uma biblioteca deve atuar para desenvolver a leitura no país – se mude para a Esplanada dos Ministérios, no coração da capital federal. A idéia já conta com o apoio do Ministério da Cultura e da Fundação Biblioteca Nacional, à qual ela está vinculada.
Se der certo, a BDB ocuparia parte das instalações da Biblioteca Nacional de Brasília, obra arquitetada por Oscar Niemayer e que, embora duas vezes inaugurada no último ano, encontra-se vazia.


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Cresce o apoio do mercado ao preço fixo do livro


Enviado por Galeno Amorim, de Mogi das Cruzes (SP) - 16/8/2007

As discussões em torno da adoção do preço fixo para o livro no Brasil, a exemplo do que já acontece em diversos países da Europa e América Latina, deram o tom no primeiro dia de debates do Encontro Nacional de Editores e Livreiros, aberto na quarta-feira (15/08) à noite em Mogi das Cruzes (SP). Uma pesquisa realizada pela Câmara Brasileira do Livro, promotora do evento, já sinalizava o crescente apoio que a medida começa a ganhar no mercado editorial brasileiro.
Dos 177 editores e livreiros que responderam à pesquisa, 99 foram a favor e 34 contra, enquanto que 44 se abstiveram. A entidade divulgou que, descontados os que ficaram indiferentes, o resultado foi de 74% a 25,6%. Um número expressivo, contudo, ainda demonstra não saber do que se trata: 32% não sabem o que é a lei do preço único.


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Preço Fixo do Livro: o que é isso?!

Enviado por Galeno Amorim - 30/7/2007

Em vigor em diversos países e, mais recentemente, adotada na Espanha e no México, a Lei do Preço Fixo do Livro divide a opinião de especialistas e da própria cadeia produtiva do livro. Hoje, no Brasil, o preço de capa é sugerido pelas editoras e os pontos de venda definem por quanto vão vender. Pela proposta em pauta, passaria a existir um teto máximo para os descontos, conferindo, pelo menos teoricamente, uma certa igualdade na competição entre grandes redes, hipermercados e pequenas livrarias.
Embora o debate ainda não tenha conquistado o grande público, existem duas posições principais:
1) Quem é a favor da lei do preço fixo argumenta que onde ela foi instituída estaria ajudando a preservar as pequenas e médias livrarias e a regular o mercado, tornando-o mais justo e saudável. Dizem, ainda, que ela contribui para garantir a diversidade e o plurarismo cultural e que, no final das contas, isso também influiria positivamente nos preços dos livros.
2) Já quem é contra o preço fixo defende que o que deve prevalecer é a lei do livre mercado. De acordo com esses, as livrarias e os demais pontos de venda (magazines, hipermercados, internet etc.) devem ter a liberdade para dar os descontos que bem entenderem e competirem entre si – é isso que, no final das contas, dizem, beneficia o consumidor.
E você, o que pensa sobre tudo isso?
Leia as opiniões postadas no Fórum de Debates Preço Fixo para o Livro, no menu direito, em Leitura Crítica.


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Uma capital mundial dos livros


Enviado por Galeno Amorim, de Bogotá - 30/6/2007

Por onde se anda em Bogotá, capital da Colômbia, o assunto livro está presente por toda parte. A cidade levou a sério o título de Capital Mundial do Livro durante 2007, conferido pela Unesco, e se preparou com afinco para fazer de suas ruas, praças, escolas e bairros, durante os 365 dias do ano, uma grande festa da cultura escrita.
A prática social da leitura está, segundo o prefeito Luis Eduardo Garzón, que se envolveu pessoalmente na história, ajudando até mesmo a combater a violência urbana em Bogotá, uma capital de quase 8 milhões de habitantes. Vale a pena conferir.


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Livro, Leitura e Construção da Cidadania 1


Enviado por Galeno Amorim, de Bogotá - 28/06/2007

Acertaram em cheio o Grupo Interamericano de Editores (GIE) e a Câmara Brasileira do Livro (CBL) no mote escolhido para o próximo Congresso Ibero-americano de Editores, que será realizado em 2008 no Brasil. O tema Livro, Leitura e Construção da Cidadania deve permear os debates do encontro, que trará ao Brasil os principais editores dos países de língua espanhola e portuguesa. O encontro será nos dias 11, 12 e 13 de agosto de 2008, em São Paulo. Para se ter uma idéia de sua importância, lembre-se que em 2006, em Madri, ele foi aberto pelo presidente espanhol José Luis Zapatero e no encerramento os editores foram recebidos em pessoa pelo rei Juan Carlos.
O enfoque escolhido para o congresso no Brasil certamente passará a fazer parte das estratégias das editoras para os anos seguintes. Muito bom!


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Câmara Setorial

Anunciada pelo ministro da Cultura, Gilberto Gil, como caminho adequado para fazer avançar as políticas culturais no país, as câmaras setoriais enfrentam uma crise de identidade e de papéis. A do livro e leitura é um caso típico. Antes mesmo de ser criada oficialmente, mobilizou entre 2004 e 2005 milhares de dirigentes e militantes da área e acumulou considerável volume de discussões e estudos em encontros e videoconferências no país inteiro.
Em 2006, ela se reuniu apenas duas vezes: uma em junho e outra em dezembro, para definição de pautas. Em 2007, nenhuma vez ainda.


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Baixa no BNDES

O assessor especial da presidência do BNDES, Sérgio Sá Leitão, acaba de deixar a diretoria do banco. Ex-secretário nacional de Políticas Culturais do Ministério da Cultura e ex-assessor especial do ministro Gilberto Gil, Sérgio foi um dos responsáveis pela criação do Departamento de Economia da Cultura do BNDES. Ele vinha trabalhando, entre outros, numa proposta de revitalização do BNDES PróLivro.


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Livro e leitura no Ministério da Cultura

O Ministério da Cultura já decidiu: vai trazer de volta a Brasília a responsabilidade pela gestão das políticas do livro e leitura no âmbito da pasta. Ela ficará abrigada na Secretaria de Políticas Culturais, que herdará a pequena estrutura da atual Coordenadoria do Livro e Leitura, vinculada à Fundação Biblioteca Nacional desde 2003. Naquele ano, após a morte do então secretário nacional do Livro e Leitura, Waly Salomão, o Minc extinguiu a secretaria e colocou o tema sob as asas da BN que, como se sabe, tem como vocação e nobre responsabilidade a guarda de um dos maiores acervos do planeta. Não deu certo (como, por sinal, não tem dado na maioria dos países). A decisão do ministro Gilberto Gil é, assim, acertada. Pode ser o primeiro passo para a área do livro e leitura readquirir o status que tinha antes.


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Advogado de RC: "direito à inviolabilidade"

Do advogado Alvaro Borgerth, especialista em direitos da personalidade e defensor de Roberto Carlos, em entrevista publicada pelo Observatório de Imprensa e reproduzida pelo blog (leia na íntegra), em defesa da proibição:

"A publicação de fatos íntimos da vida de qualquer pessoa (inclusive as públicas), mesmo que tais fatos sejam de conhecimento do público, sem sua autorização expressa, é considerada, no direito brasileiro, verdadeira violação dos direitos da personalidade, dentre eles o direito à intimidade e à vida privada. O exercício pleno do direito à livre expressão da atividade intelectual (...)  encontra sua primeira barreira (...) no direito à inviolabilidade da intimidade, da vida privada, da honra e da imagem. O segundo grande impedimento (...) é o próprio Novo Código Civil Brasileiro, que estabelece (...) que, salvo se autorizada, a divulgação de escritos pode ser proibida, sem prejuízo da indenização que couber para os casos de serem atingidas a honra, a boa fama, a respeitabilidade ou se o escrito se destinar a fins comerciais."


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Muniz Sodré: "retrocesso para as liberdades civis"

Do presidente da Fundação Biblioteca Nacional, Muniz Sodré, um dos mais respeitados intelectuais brasileiros da atualidade, sobre o caso:

"De um bom tempo para cá, a liberdade de expressão - uma das clássicas liberdades civis preconizadas pela Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão - vem sendo progressivamente contornada por um "juridicismo", que ocupa um lugar vago na esfera pública: o lugar dos debates cruciais. A esfera pública nunca foi apenas uma superfície a ser alargada tecnicamente por meios de comunicação. Ela é principalmente um lugar dinâmico, que transforma ou descentra posições rígidas.

O caso deste livro não é o primeiro. E o juridicismo atua (tecnicamente?) como instância única a decidir sobre questões que, na história da democracia, pertencem à sociedade com um todo. A menos que haja difamação ou calúnia, uma personalidade pública (caso do cantor em questão) não pode bloquear um discurso social sobre si próprio, quando se considera que sua vida já foi publicizada em jornais, revistas, televisão, etc.  Não se pode julgar a atitude do cantor/compositor, pois lhe pertence, é coisa dele. Mas a consequência de sua atitude, isto é, a probição da obra, é socialmente danosa, é um retrocesso no capítulo das liberdades civis.


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Vitor (ANL): "Nem desrespeito, nem censura"

Com a palavra, o novo presidente da Associação Nacional de Livrarias, Vitor Tavares:

"Todo livreiro consciente e a serviço da cultura do país é contra qualquer tipo de censura. Nesse caso, penso que não é diferente. Porém, não podemos deixar de respeitar questões particulares e íntimas de cada um. Óbvio que, para a ANL e seus associados, em um país onde a leitura per capita não é maior que 1,6 livros/ano, perder um best-seller como o livro de Roberto de Carlos é sempre prejudicial a todos os leitores e livrarias."


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Sobre esteiras e livros

Atendendo a pedidos de diversos leitores, o blog reproduz, abaixo, a famosa citação do presidente Lula que acabaria por gerar diferentes interpretações por parte de seus críticos quanto a sua relação com os livros. Foi em abril de 2004, em São Paulo. Em seu discurso como primeiro presidente da República a inaugurar uma Bienal Internacional do Livro, Lula dizia que os professores e os pais são fundamentais para desenvolver o gosto pelos livros e que isso deve acontecer na infância, antes que seja tarde demais. Em certo momento, deixou o texto escrito de lado e disse, literalmente, o seguinte:

"A leitura, para a criança, é o mesmo que uma esteira para as pessoas da nossa idade. Muita gente coloca até uma esteira no quarto, muitas vezes coloca até na beira da cama pensando: amanhã vou levantar e vou começar a andar na esteira. Mas todo dia se levanta com uma preguiça desgramada e vai ficando para o dia seguinte. Isso é como o livro para uma criança que não adquiriu no tempo certo o gosto pela leitura."

Desde então, já se ouviu as mais diferentes e curiosas versões sobre isso.


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Uma chance para os livreiros independentes


Postado por Galeno Amorim, de Porto Alegre - 26/10/2007 - 12h01

Dirigentes das principais entidades do livro no Brasil discutiram neste sábado (26/10), em Porto Alegre, o início de um plano para tentar tirar do sufoco as livrarias independentes. De acordo com o IBGE, caiu 15%, nos últimos anos, o número de cidades brasileiras que não têm nenhuma livraria. Segundo estudo recente da Associação Nacional de Livrarias (ANL), a maior parte dos 2.600 pontos de venda localoizados no país concentra-se em 600 municípios do Sudeste.


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As entidades do livro e a luta dos independentes

Postado por Galeno Amorim, de Porto Alegre - 26/10/2007 - 23h13

As principais entidades do livro no Brasil têm um encontro marcado neste sábado, 27/10, à tarde, durante a Feira do Livro de Porto Alegre, para avaliar as propostas que surgiram até agora para tentar tirar do sufoco as livrarias independentes. De acordo com o IBGE, caiu 15%, nos últimos anos, o número de cidades brasileiras que não têm nenhuma livraria. Segundo estudo recente da Associação Nacional de Livrarias (ANL), a maior parte dos 2.600 pontos de venda localizados no país concentra-se em 600 municípios do Sudeste.


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Pequenas livrarias à beira da morte


Enviado por Galeno Amorim - 15/10/2007 - 23h08

O lucro de uma pequena livraria independente no Brasil (a maior parte das 2.600 encontradas no país por levantamento recente da Associação Nacional de Livrarias, a ANL), quando tudo dá muito certo, é de R$ 2 mil no final do mês. Mas como nem sempre isso acontece, 15% das cidades brasileiras simplesmente ficaram sem nenhuma delas nos últimos anos.
Os dados estão no artigo do presidente da ANL, Vitor Tavares, publicado nesta segunda-feira, dia 15/10, em O Globo, e reproduzido na íntegra aqui na seção Leitura Crítica. Vale a pena ler.


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9 milhões de livros a preço popular

Enviado por Galeno Amorim, de Brasília - 4/10/2007

O Ministério da Cultura também anuncia que vai apoiar a publicação, até 2010, de 9 milhões de livros de baixo custo para serem vendidos a preços populares pelo país afora. Embora ainda não tenha divulgado maiores detalhes sobre isso, também divulgou a "construção" de uma rede de distribuição para fazer esses livros chegarem às pequenas cidades, áreas rurais e comunidades indígenas e quilombolas.
Editores e livreiros acompanham com atenção o detalhamento de como será essa operação.


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O fim do mito Buenos Aires

Enviado por Galeno Amorim, do Rio de Janeiro (RJ) – 12/9/2007

Caiu, enfim, por terra um dos mais arraigados mitos sobre livros e leitura no Brasil – aquele segundo o qual o país teria menos livrarias do que a cidade de Buenos Aires. Em que pese o charme, a vitalidade e a profusão das livrarias da capital portenha, o mais recente censo nacional de livrarias, divulgado agora há pouco, nesta quarta-feira (12/9), pela Associação Nacional de Livrarias (ANL), contou nada menos do que 2.680 delas de Norte a Sul do país - o dobro, portanto, da Argentina. De Norte a Sul, nesse caso, é mera força de expressão: 68% das livrarias brasileiras se concentram, na verdade, no Sudeste e no Sul.
E mais de mil delas estão localizadas em apenas dois estados: São Paulo e Rio de Janeiro. Segundo a pesquisa, o Distrito Federal é o paraíso dos leitores e ratos de livrarias do Brasil: ali existe uma para cada grupo de 30.890 habitantes. Em compensação, Tocantins, no mesmo Centro-Oeste, possui o pior desempenho: uma livraria para cada 181.131 habitantes.
Ainda que lentamente, o país avança. Mas ainda tem chão pela frente até o Brasil chegar a pelo menos 10.000 livrarias, que é considerado o mínimo necessário para assegurar um bom abastecimento no amplo território nacional.


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Livreiros no clima para o preço único

Enviado por Galeno Amorim – 6/9/2007

Vou ao Rio de Janeiro na próxima semana para participar de uma das mesas de debates da Convenção Nacional de Livrarias, que começa na segunda-feira (10/9). O painel vai tratar da Lei do Preço Único do Livro, um novo esforço da Associação Nacional de Livrarias (ANL) para tentar dar mais fôlego à idéia de implantar a medida que já vigora em outros países também no Brasil.
Participarão da discussão, que será mediada pelo vice-presidente da entidade, Ednilson Xavier Gomes, o vice-presidente do Sindicato dos Livreiros da França, Jean-Marie Ozanne, Marcus Telles, da Rede de Livrarias Leitura, e o advogado paulista Marcelo Bicudo, que promete já apresentar um esboço da proposta.


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Maioria das entidades do livro apóia o preço único


Enviado por Galeno Amorim, de Mogi das Cruzes (SP) - 16/8/2007

Maiores defensores da adoção da lei do preço único para o livro, os pequenos e médios livreiros começam a contabilizar uma mudança dos ventos. Além da Associação Nacional de Livrarias (ANL), que por muitos anos foi uma voz solitária na defesa na medida, outras entidades começam a se somar. A primeira foi a Liga Brasileira de Editores (Libre), que discutiu o tema e decidiu engrossar o movimento. Depois, foi a vez da Associação Brasileira de Editoras Universitárias (ABEU) e, em seguida, as entidades de editoras religiosas.
Embora ainda não tenha uma posição oficial, a Câmara Brasileira do Livro (CBL) - que tratou do tema pela primeira no Encontro Nacional de Editores e Livreiros em 2003, em Ribeirão Preto (SP) - tende, hoje em dia, a ser favorável. Já o Sindicato Nacional dos Editores de Livros (Snel) também não tem posição oficial, mas seus principais dirigentes tendem a ser contrários. A Associação Brasileira de Editores de Livros (Abrelivros) não tem se manifestado a respeito.


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CBL vai debater vantagens e desvantagens

Enviado por Galeno Amorim – 2/8/2007

Editores e livreiros vão discutir pela primeira vez em seu encontro nacional, entre os dias 15 e 18/8, em São Paulo, a questão do preço único do livro, que começa a ganhar espaço no setor. O assunto será analisado no painel O Preço Fixo do Livro: Vantagens e Desvantagens para o Mercado Editorial e Livreiro, que será mediado pelo secretário-executivo do Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL), José Castilho Marques Neto. Estão convidados para debater o tema o subdiretor da área de Livro do Centro Regional de Fomento ao Livro na América Latina e no Caribe (Cerlalc/Unesco), Richard Uribe, o vice-presidente da Câmara Brasileira do Livro (CBL), Bernardo Gurbanov, e o diretor da Rede de Livrarias Leitura, Marcus Telles.


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Um dado estarrecedor


Enviado por Galeno Amorim, de Bogotá - 30/6/2007

Levantamento produzido pela Organização dos Estados Ibero-americanos (OEI) e citado em Bogotá, durante a 2a. Ata Internacional da Língua Espanhola, revela uma situação estarrecedora na América Latina: já somam nada mais do que 34 milhões o número de analfabetos absolutos e 110 milhões a quantidade de analfabetos funcionais nos países da região.
Em outras palavras: 144 milhões de cidadãos latino-americanos proibidos do direito social básico de acesso à leitura e à escrita. E ao exercício pleno de sua cidadania.


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Livro, Leitura e Construção da Cidadania 2

Enviado por Galeno Amorim, de Bogotá - 28/6/2007

O mesmo mote escolhido para o congresso dos editores da Ibero-América deve dar o tom à Bienal Internacional do Livro de São Paulo do próximo ano (a do Rio de Janeiro acontece em setembro de 2007), que começará um dia depois do encerramento do encontro da indústria do livro. A Câmara Brasileira do Livro (CBL), promotora do evento, estuda propostas para tentar traduzir bem isso na prática. Um dos caminhos mais defendidos é que os alunos que forem visitar a Bienal trabalhem os livros durante todo o primeiro semestre de 2008 nas escolas.


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Mudanças no MinC I

Roberto Gomes do Nascimento, que vinha dirigindo a Diretoria de Patrocínios da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, é o novo secretário nacional de Fomento e Incentivo à Cultura. É a pasta do Ministério da Cultura responsável pelo enquadramento dos projetos na Lei Rouanet e pelos editais com recursos a fundo perdido para ações culturais – duas áreas de interesse para projetos de leitura, feiras de livros e outras iniciativas ligadas a escritores, editores, livreiros, bibliotecários e ONGs.
A nomeação já foi publicada e a posse ocorrerá nos próximos dias.


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COC, novo patrocinador

O Sistema COC de Ensino, que está presente com franquias no país inteiro e mesmo no Exterior, é o mais novo patrocinador do blog. Com escolas de Educação Infantil, Ensino Básico e Ensino Médio e cursos universitários e MBA (junto com a FGV), o grupo tem um forte histórico de apoio à leitura no Brasil.


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PNLL na nova Biblioteca Nacional

O grupo criado pelo Governo do Distrito Federal, com aval do MEC e Ministério da Cultura, para estudar o que fazer para colocar em funcionamento o conjunto cultural da República (composto pela Biblioteca Nacional e Museu Nacional, ainda sem uso) na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, deve decidir nos próximos dias sobre a proposta para abrigar ali o QG do Plano Nacional do Livro e Leitura. As probabilidades são prá lá de boas. Se isso ocorrer, terá sido dado um novo e importante passo para institucionar e consolidar as operações do PNLL, que, a propósito, já conta com mais de 400 projetos e programas em seus quatro eixos estratégicos. Uma boa!


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Juiz: proibição amparada na Constituição

Do juiz do caso Roberto Carlos, na decisão judicial:

"A biografia de uma pessoa narra fatos pessoais, íntimos, que se relacionam com o seu nome, imagem e intimidade e outros aspectos dos direitos da personalidade. Portanto, para que terceiro possa publicá-la, necessário é que obtenha a prévia autorização do biografado, interpretação que se extrai (...) da Constituição da República, o qual dispõe serem invioláveis a intimidade, a vida privada e a imagem das pessoas. (...) O Código Civil/02 é claro ao afirmar que a publicação de obra concernente a fatos da intimidade da pessoa deve ser precedida da sua autorização, podendo, na sua falta, ser proibida se tiver idoneidade para causar prejuízo à sua honra, boa fama ou respeitabilidade. (...) Além do mais, (...) não está compreendido dentro do direito de informar e da livre manifestação do pensamento a apropriação dos direitos de outrem para fins comerciais. "


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Schwarcz: "lutar pela liberdade de expressão"

Do editor Luiz Schwarcz, da Cia das Letras (de "Estrela Solitária", a biografia de Garrincha escrita por Ruy Castro), em O Globo, sobre a proibição de "Roberto Carlos em Detalhes":

"Cabe à editora e ao autor lutarem pela liberdade de expressão até o fim. Uma pessoa tem todo o direito de lutar se estiver sendo difamada, mas não pode pedir a retirada do livro. Se ficar provada a calúnia, aí sim, os exemplares podem ser recolhidos. Mas não foi o que aconteceu, pelo que li."


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Internautas e grandes leitores

Os leitores do blog também são grandes leitores de livros. Esse foi o resultado a que chegou a enquete da quinzena, realizada pelo blog, que perguntou quantas obras os internautas que navegavam por aqui leram nos últimos 60 dias.
Os resultados foram surpreendentes. Um terço (33%) dos leitores do blog leu quatro ou mais livros nos últimos dois meses (ou seja, se mantido esse desempenho, algo como acima de 24 livros por ano, contra a média nacional de 1,8). Um quarto dos leitores (26%) concluiu pelo menos dois títulos nesse período, enquanto que 14% deles leram três livros. Outros 14% dos votantes leram um livro no bimestre passado (numa média de seis por ano) e 9% estão lendo, mas ainda não terminaram. Apenas 5% esteve longe dos livros.


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Leitores de blog e de livros

Os resultados parciais da enquete da quinzena trazem um dado surpreendente: um terço dos leitores do blog leu nada menos do que quatro ou mais livros nos últimos dois meses. Se mantido esse mesmo desempenho nos outros meses do ano, trata-se de uma nada desprezível média: mais de 24 livros lidos por cada um no ano (não custa lembrar: a média brasileira é de 1,8 livro por habitante/ano e a da França é 7).

Segundo a votação, que continua esta semana, outros 39% já leram dois ou três livros nos últimos 60 dias. Apenas 3% dos votantes não leram e nem começaram um livro novo nesse período. Confira os resultados aí do lado. Se ainda não votou, vote!


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SOS para as bibliotecas universitárias

Postado por Galeno Amorim, de Brasília - 23/10/2007 - 23h12

A audiência pública convocada pela Comissão de Educação e Cultura da Câmara dos Deputados, nesta terça-feira (23/10), em Brasília, acabou se transformando em um grito de alerta em favor das bibliotecas universitárias. O tom foi dado pela Associação Brasileira de Direitos Reprográficos (ABDR), que reclamou muito contra as cópias  de livros por estudantes e professores e aproveitou para apresentar um pedido de socorro em favor delas. O presidente da entidade, Enoch Bruder, divulgou dados sobre o tratamento dado às bibliotecas universitárias pelos governos de países do Primeiro Mundo e pediu uma ação mais efetiva das autoridades brasileiras para recompor seus acervos e apoiar mais e melhor o funcionamento delas.
A finalidade da convocação era perguntar às entidades do livro como poderiam ajudar a tirar as bibliotecas brasileiras da situação de penúria em que se encontram.


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São Paulo, uma Cidade dos Livros (6)

Postado por Galeno Amorim, de São Paulo – 19/10/2007 - 23h44

Palco, na semana que passou, de mais uma edição do Corredor Literário da Paulista, que espalha obras e leituras por toda parte, São Paulo é, definitivamente, uma grande cidade dos livros. Com dezenas de bibliotecas p